Detecção de tumores neuroendócrinos

O sistema endócrino é responsável por produzir hormônios que regulam diversas funções dos órgãos do nosso corpo, como intestino, pulmão, pâncreas e ovários. Por isso, quando ele está desregulado ou com algum problema de funcionamento, o organismo todo pode ser afetado. Entre as possíveis causas podem estar os tumores neuroendócrinos.

Eles são raros – de 2 a 5 pessoas a cada 100 mil habitantes são diagnosticadas por ano. No Brasil, são acompanhados cerca de 30 a 40 casos por ano pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Mas, por se reproduzirem nas células e crescerem lentamente, não costumam ser identificados com agilidade.

Diagnóstico dos tumores neuroendócrinos

Geralmente, o diagnóstico é tardio em grande parte dos casos, levando em média de 3 a 7 anos após o início da doença para que ela seja detectada. Por serem muito pequenos, os abscessos são difíceis de identificar.

Os sintomas também, na maioria das vezes, são vagos (diarreia, cólicas, chiados no pulmão, manchas na pele e até problemas cardíacos) e podem demorar a evoluir, protelando o tratamento.

Quando identificados no estágio inicial, os tumores neuroendócrinos podem ser retirados em cirurgia. Já em casos mais avançados, quando já se espalharam por vários órgãos, não é possível a retirada, mas é possível controlar os sintomas.

É importante ressaltar que o tratamento é longo e busca o controle eficaz da doença. Por isso, quanto melhor a aceitação aos medicamentos, maiores as chances de controlar a enfermidade adequadamente e garantir qualidade de vida aos pacientes.

Exames para diagnóstico

Um dos exames que podem ajudar no diagnóstico é o PET CT com Gálio-68, uma análise por imagem com alta sensibilidade para detectar esse tipo de tumor. Outros métodos utilizando imagem também podem ser eficazes, como a tomografia computadorizada com radiação ionizante e a ressonância.

Além disso, o médico ainda pode solicitar exames de sangue e urina. Quando eles indicarem suspeitas de problemas no intestino ou estômago, a endoscopia ou a colonoscopia podem ser pedidas para identificar possíveis tumores neuroendócrinos.

Quais tumores o PET CT com Gálio-68 pode diagnosticar?

Dentre os tumores neuroendócrinos que podem ser diagnosticados com o PET CT com Gálio-68, os mais comuns são:

Carcinoides: câncer neuroendócrino de lento crescimento. Pode começar na região digestiva ou nos pulmões.

Gastrinomas: tipo de tumor que é diagnosticado pelo excesso do hormônio gastrina (causador de úlceras pépticas).

Neuroblastomas: câncer que afeta, principalmente, crianças com menos de 5 anos. Ele atinge as células nervosas e é comum em tecidos da glândula suprarrenal.

Feocromocitomas: tumor que atinge hormônios que provocam hipertensão. Geralmente, tem origem na glândula suprarrenal.

Carcinoma medular da tireoide: câncer que surge quando a tireoide produz excesso do hormônio calcitonina. Pode difundir-se pelo sistema linfático alcançando os gânglios e, por meio do sangue, afetar fígado, pulmões e ossos.

Carcinoma de pequenas células de pulmão: é o tumor que se espalha mais rapidamente pelo pulmão.

O IMEB é uma das poucas clínicas no Brasil que realiza o exame PET CT com Gálio-68. Caso seu médico o indique, procure nossas unidades.

Saiba mais sobre o diagnóstico dos tumores neuroendócrinos no vídeo Marcador tumoral | O que é um marcador tumoral?.

 
 
 
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